03/07/2013

Workshop reúne cases de boas práticas do terceiro setor

Evento promovido pelo CPCE, com o apoio do IGRPCOM, trouxe seis cases de sucesso de instituições reconhecidas

Experiências bem sucedidas no terceiro setor e que podem inspirar outras instituições a se desenvolverem foram apresentadas na manhã desta quarta-feira (03), durante o 3º Workshop do 3º Setor: Práticas Compartilhadas. O evento, promovido pelo Núcleo do Terceiro Setor do Conselho Paranaense de Cidadania Empresarial de Curitiba (CPCE), do qual o Instituto GRPCOM participa, trouxe seis cases de sucesso de instituições reconhecidas na capital. Mais de 100 pessoas, entre representantes de organizações não governamentais e universidades, estiveram presentes.

De acordo com a coordenadora executiva do CPCE, Rosane Fontoura, os eventos têm o objetivo de compartilhar boas práticas para contribuir com o desenvolvimento do terceiro setor no Estado. Durante a abertura, ela citou os workshops realizados anteriormente e a importância dos temas já trabalhados. Um deles, muito comentado entre as ONGs, foi o de captação de recursos ministrado por Ricardo Falcão, um dos maiores especialistas no tema. “E hoje temos mais essa oportunidade de aprendizado. Estamos muito orgulhosos com essas apresentações”, ressaltou.

Os cases trouxeram experiências de sucesso em diversos temas de interesse das ONGs, como captação de recursos, geração de renda própria, gestão de voluntários, alianças estratégicas, comunicação institucional, marketing e redes de relacionamento. Ao final, os participantes ainda puderam fazer perguntas para as instituições que apresentaram os cases.

Captação de recursos, parcerias, voluntariado e comunicação

A Escola de Educação Especial Nilza Tartuce iniciou os trabalhos trazendo o case “Geração de Renda Própria – Empreendimento na Panificação”. A diretora da Escola, da unidade Passaúna, Maria Hilda Lessing Ogliari contou como surgiu o projeto “Nosso Pão capacitar para incluir”, cuja ideia original era contribuir para a iniciação profissional dos alunos. Segundo ela, o projeto foi se expandindo com o tempo e, hoje, as capacitações são estendidas às famílias dos alunos e também para a comunidade. Atualmente, o projeto oferece quatro capacitações anuais – todas com certificação do Sindicato da Indústria de Panificação & Confeitaria no Estado do Paraná (SIPCEP).  

Assunto recorrente no terceiro setor, as dificuldades para manter voluntários comprometidos dentro das instituições foi abordado no case “Gestão de Voluntariado dentro das instituições do Terceiro Setor”. O tema foi apresentado por Thiago Baise, analista de projetos do Centro de Ação Voluntária (CAV). Segundo Baise, as ONGs devem estar cientes de que muitos voluntários entram e saem dos projetos. “Isso é fato. E vai acontecer”, afirmou. O que precisa ser feito é pensar em como mudar essa realidade. Uma das estratégias é alinhar as expectativas de cada um. “Voluntariado é relacionamento. É preciso conhecer a pessoa, saber se o perfil é o adequado para a vaga e deixar claras as expectativas de cada um”, sugere Baise. O CAV vem conseguindo isso. Atualmente, conta com 25 voluntários comprometidos, atuando em diversas áreas dentro da instituição.

Na sequência, Gustavo Brandão que é presidente da Children Brasil, trouxe a experiência na construção de redes de relacionamento para o desenvolvimento das organizações. Ele contou sobre as atividades que desenvolve em parceria com uma instituição norte-americana, de apoio e consultoria para ONGs brasileiras, e falou um pouco sobre a importância de existir uma base sólida de relacionamentos.

Em relação às parcerias, a Associação Gente de Bem, que trabalha com projetos de educação, trouxe o case “Como pequenas instituições podem atrair grandes parceiros”. Luciano Diniz, coordenador geral da instituição, apresentou as etapas que seguiram para terem parceiros de renome e patrocinadores como a Petrobras. “A primeira pergunta que temos que fazer é ‘quem é nossa instituição? ’. Devemos nos conhecer, saber nossa história, nossas experiências e onde somos bons para poder transmitir isso com transparência”, disse. Segundo ele, é fundamental também que a instituição mantenha avaliações e indicadores bem definidos e registrados, além de ter voluntários capacitados, competentes e selecionados com muito critério.

Já a Associação dos Amigos do HC apresentou os benefícios obtidos com o investimento em comunicação institucional. Segundo a diretora de Marketing da Associação, Thaís Cristiane da Silva, o trabalho de mídia – que incluiu a reformulação da logomarca, campanha de divulgação, entre outras peças – contribuiu para reposicionar a instituição perante a comunidade. 

Por último, a Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (Afece), instituição reconhecida pelos eventos que promove para captação de renda, falou sobre sua experiência nessa área e sobre como conseguem alcançar o sucesso nas iniciativas. A diretora Nilda Mott Loiola Gonçalves, contou que a necessidade de diversificar e ampliar as fontes de recursos levou a instituição a fazer um diagnóstico interno. O exercício permitiu que identificassem potencialidades internas para a promoção de eventos próprios. A transparência na prestação de contas foi essencial para torná-los rentáveis e fidelizar parceiros e voluntários.

(Fotos: Agência Fiep/Gelson Bampi)

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e Política de cookies , ao continuar navegando, você concorda com estas condições.