01/12/2010

Transformação por meio do jornal

Na Escola Municipal Alessandra Cristina Assunção, em Campina Grande do Sul, professores são mobilizados para utilizar a Gazeta do Povo em suas aulas e promovem uma revolução silenciosa na comunidade escolar

 
Uma provocação feita pela equipe do Ler e Pensar calou fundo na coordenadora Rosane Aparecida de Mirarocha, da Escola Municipal Alessandra Cristina Assunção, em Campina Grande do Sul. Uma das categorias do Concurso Cultural Ler e Pensar, direcionada para as escolas participantes do projeto, questionava a mobilização promovida para facilitar a prática dos professores no uso do jornal em sala de aula. “Começei a pensar em atividades para incentivar a utilização que já acontecia em nossa escola”, lembra a coordenadora, que deu início, então, a um trabalho árduo e gratificante que envolveria toda a comunidade escolar.
 
Rosane começou promovendo o conhecimento acerca do jornal entre os professores. Ela criou um painel para deixa  a Gazeta do Povo do dia à disposição de quem quisesse ler, já que o primeiro passo para incentivar a utilização do jornal em sala de aula é conhecer o material. “Foi muito interessante porque estimulou o hábito da leitura entre os professores e também entre a comunidade escolar. Professores, alunos e visitantes entravam na escola ansiosos por ler a Gazeta do Povo. Além disso, a exposição do jornal tornou natural o uso da Gazeta do Povo na sala de aula, uma vez que os educadores discutiam notícias e despertavam para certas relações com o currículo”, lembra.
 
A seguir, a coordenadora acompanhou as atividades planejadas pelos professores da escola. “Alguns queriam discutir meio ambiente, outros tinham uma turma mais tímida e queriam estimular a oralidade. Foi incentivando diferentes práticas e sugerindo novas atividades que o uso do jornal foi se popularizando entre os professores”, afirma Rosane. “O interesse pelo uso do jornal em sala de aula foi aumentando cada vez mais e foi se refletindo no prazer que os alunos tinham de estudar usando esse recurso”, conta.
 
Foram várias as iniciativas realizadas por professores e incentivadas por Rosane. Entre elas destacam-se a Hemeroteca e os projetos iniciados por sugestão da coordenadora inspirados em sugestões de atividades do Boletim de Leitura Orientada (BOLO). “Uma atividade muito interessante foi da pasta do Ler e Pensar, que viajava entre as famílias. Alunos sorteados levavam os jornais para ler entre com suas famílias, incentivando o hábito da leitura e da informação”, explica.
 
A coordenadora conta que a utilização do jornal em sala de aula é uma atividade rotineira na escola, mas que o estímulo feito por ela fez com que os projetos fossem mais diversificados e o uso cada vez mais frequente. “O jornal é um instrumento muito rico e torna a aprendizagem dos alunos mais prazerosa e efetiva. Então, nada mais agradável do que utilizar um recurso que está disponível para nós, diariamente, e que é de interesse tanto dos alunos quanto dos professores e da comunidade escolar”, finaliza.
 
 

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