26/07/2010

Previsões apontam para século quente e com mais catástrofes ambientais

O aquecimento global desperta alertas. Diante da possibilidade de eventos climáticos extremos, não são apenas as cidades que estão vulneráveis.

Especialistas em meteorologia alertam: cenas de destruição como as que se viu recentemente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Alagoas e Rio de Janeiro serão cada vez mais frequentes – e catastróficas! – nas próximas décadas. Pior: além das enxurradas e vendavais, o Painel Intergo­ver­na­mental sobre Mudanças Climá­ti­cas, da Organização das Nações Unidas (ONU), aponta para o au­­mento de cenários com extremos climáticos, como invernos mais rigorosos, mais ondas de ca­­lor, maior incidência de ciclones tropicais, períodos de seca mais ex­­ten­sos e mais ressacas no litoral.
 
Dian­­te disso, âmbitos como a agricultura, o urbanismo e a saúde pública também estarão mais vulneráveis às alterações climáticas. De um lado, a possibilidade de regiões inteiras se tornarem impróprias a determinados cultivos; de outro, uma maior vulnerabilidade a doenças, como a dengue. Além disso, imagens de municípios arrasados por enxurradas e terremotos fazem com que questionemos se a cidade em que moramos está protegida de desastres como esses. Ou seja, as previsões e os cenários traçados pelos meteorologistas, diante do desenfreado aumento da temperatura, têm relação direta com a ação humana no meio ambiente.
 
De acordo com a reportagem de Jorge Olavo, publicada no jornal Gazeta do Povo, previsões do IPCC apontam que, nos próximos 50 anos, a temperatura média global pode aumentar de 1ºC a 5,8ºC, podendo chegar a 6,4ºC até 2100. A variação dependerá da forma como nós estaremos lidando com o meio ambiente. Os cenários traçados a partir dessa margem termométrica mostram que o volume de chuvas na região Sul do Brasil aumentaria entre 6% e 24%. Enquanto a umidade prevaleceria por aqui, partes da Amazô­nia entrariam em processo de desertificação e a seca no Nordeste ficaria mais rigorosa, com a queda de até 33% do volume de chuvas.
 
Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

 

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