15/09/2014

Ler e Pensar: jornal e Psicologia no Ensino Médio

Professora do Colégio Sesi Rio Branco do Sul utiliza jornal com alunos do Ensino Médio para trabalhar conteúdos de Psicologia

Trecho da matéria publicada na edição 211 do Boletim de Leitura Orientada (Bolo), do projeto Ler e Pensar

O jornal é um recurso pedagógico democrático. Pode ser usado em atividades com turmas de todos os níveis de aprendizagem e em todas as disciplinas. No Bolo, já foram mostrados exemplos do uso do jornal em aulas de Matemática, Geografia, História, Língua Portuguesa, Educação Física… Nesta edição, trazemos mais uma experiência que comprova essa pluralidade, dessa vez na disciplina de Psicologia! A prática vem do Colégio Sesi de Rio Branco do Sul, onde a disciplina faz parte da grade curricular do Ensino Médio, e foi desenvolvida pela professora Natalia Moreira dos Santos.

Formada em Psicologia pela UEL, a professora utiliza o jornal desde agosto do ano passado, quando ingressou na rede de ensino do Colégio Sesi. Até agora a experiência com o periódico tem sido positiva, segundo ela, que escolhe a forma de trabalho de acordo com a temática das oficinas de aprendizagem. “No Colégio Sesi, no início de cada bimestre, os alunos se inscrevem em oficinas, onde estudarão de maneira interseriada e em equipes. Cada oficina tem uma temática, como tecnologia, sustentabilidade e meio ambiente, indústria, música, sociedade”, explica Natalia. Todas as oficinas apresentam um desafio que leva os alunos a estudá-lo durante o bimestre e em todas as disciplinas de maneira inter e transdisciplinar.

“Guerra e Paz”
E foi para resolver o desafio da oficina “Guerra e Paz” que os alunos da professora Natalia utilizaram o jornal. “O desafio era aprender sobre os grandes conflitos mundiais e propor possíveis soluções para conter as guerras e os conflitos humanos do cotidiano”, explica. Antes de usar o jornal, a professora trabalhou o conteúdo Resolução de Conflitos dentro disciplina de Psicologia, em que explorou as interações entre equipes de trabalho, os conflitos que podem surgir, as formas de lidar com eles e o papel do líder nessas horas. Os alunos também relacionaram o tema com uma aula de campo no Museu do Holocausto e o Museu do Expedicionário, ambos em Curitiba.

Para fechar, deveriam produzir um texto relacionando todas as experiências com o conteúdo estudado. Foi nessa etapa que usaram a Gazeta do Povo. Para isso, a professora separou as edições de 31 de março e 1º de abril de 2014 com reportagens sobre os conflitos na Ucrânia, manifestações pelo Brasil e sobre os 50 anos do Golpe Militar de 1964.

Como era a primeira atividade deles com o periódico, ficaram livres para encontrar notícias que ilustrassem as temáticas e também para usarem as informações contidas nas matérias. A maioria embasou suas argumentações com trechos de notícias e imagens. “Alguns relacionaram a influência política, econômica dos conflitos e o autoritarismo da Ditadura Militar com as formas de liderança nas equipes de trabalho, por exemplo. Outros selecionaram imagens de pessoas lançando bombas, ligando-as com a questão da violência”, cita.

Segundo a professora, como era uma atividade avaliativa, foi possível verificar a escrita dos alunos junto à professora de Língua Portuguesa e Produção Textual, Nadiane Do Rosario Veloso. Para ela, a atividade foi uma ótima maneira de abordar a contextualização das produções escritas, orais e também eficaz para prepará-los para o vestibular e Enem devido a grande quantidade de assuntos atuais. “Acredito que os objetivos e resultados foram alcançados, com textos que analisavam fotos, notícias e a temática da violência”, conclui Natalia.

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