02/07/2010

Jogos sustentáveis e educativos

Destinados a todas as idades, os ecojogos informam as pessoas sobre problemas ambientais e sociais da atualidade, além de indicar práticas sustentáveis

Você é o zelador do prédio. O morador do 4º andar está te chamando para trocar a resistência do chuveiro que queimou. O que fazer? – Opte pela letra A, claro. Afinal, colocar sistema de aquecimento solar, complementado por aquecimento a gás de passagem, é melhor do que instalar aquecedor elétrico central para não ter que comprar novas resistências.
 
Pronto. Com essa dica você será mais eficiente do que os fiscais e poderá continuar no jogo! Isso mesmo: jogo. Há cada vez mais formas lúdicas para aprender práticas sustentáveis. Na internet, há diversas opções, como a do Zelador Super Sustentável, que podem ser jogadas online, ou mesmo baixadas para o seu computador.
 
Um exemplo muito interessante é o jogo WeAtheR, do Greenpeace. Os gráficos são bons, o jogo é muito funcional (e em português) e similar à plataforma do famoso WAR, mas a lógica é justamente oposta a da guerra. Ali, o adversário a ser aniquilado não é o outro jogador, mas sim, os problemas ambientais do mundo. Para ganhar, os jogadores precisam se unir, tal como os ativistas do Greenpeace. Belo exemplo.
 
O blog Giro Sustentável, do Instituto RPC, também já tratou do tema dos games sustentáveis: o post publicado no dia 22/06 foi sobre o Construtor Verde, desenvolvido por uma empresa de construção civil brasileira. O objetivo é construir um bairro sustentável, e assim disseminar práticas de responsabilidade socioambiental para jovens e adultos. Aprende-se brincando, diverte-se aprendendo.
 
Não é fácil tratar de problemas como o do meio ambiente, que afligem a sociedade. Por isso, a ideia dos jogos. Para as crianças, a lição sempre fica mais suave quanto mais original for a forma de aprendizado. Para os mais velhos, as brincadeiras podem ajudar na conscientização de maneira tão eficiente quanto uma campanha governamental ou um programa de responsabilidade social promovido pela empresa.
 
E não é só no ramo virtual que os ecojogos têm surgido. Recentemente foi lançada uma versão ambientalmente correta do Banco Imobiliário, jogo de tabuleiro consagrado desde meados dos anos 40. Na nova edição, toda feita com material 100% verde, a dinâmica do jogo é a mesma, mas ao invés de bairros e avenidas importantes, as casas do tabuleiro representam reservas naturais, como a Zona da Mata, no nordeste, a Amazônia, ou locais de produção de cana de açúcar, como Teotônio Vilela (MG). As companhias de transporte foram substituídas por empresas sustentáveis – Companhia de Reflorestamento ou de Agricultura Orgânica – e as cartas de sorte-ou-revés trazem mensagens que gratificam boas práticas ambientais e punem poluidores.    
 
Demanda de mercado
O investimento na temática ambiental por parte dos fabricantes e desenvolvedores de ecojogos não tem cunho necessariamente utópico. Sustentabilidade, para uma empresa, não é idealismo, mas atender a uma demanda de mercado, isto é, ofertar algo que será efetivamente consumido e a partir do qual se obterá retornos econômicos.
 
Se no Brasil a tendência de criação de jogos como esses está apenas começando, na Europa já é uma realidade – especialmente nas grandes economias, como França e Alemanha. Por lá, segundo apurou a reportagem do Instituto Akatu, existem inclusive empresas que só produzem ecojogos e o investimento é pesado no setor.  Sinal de que muito mais vem por aí, quer seja pra divertir, como também, para conscientizar.
 
 
Dicas de outros jogos (fonte: Instituto Akatu)
 
Para jogar online:
 
Energyville – O jogador precisa providenciar energia em quantidade suficiente para abastecer uma cidade de 3,9 milhões de pessoas e, ao mesmo tempo, mantê-la limpa, segura e economicamente viável. As escolhas dos jogadores têm impactos econômicos, tecnológicos e ambientais sentidos pelos moradores locais. Versão em inglês.
 
Honoloko: O jogo acontece na Ilha de Honoloko, que é muito semelhante ao mundo real e onde as ações das pessoas impactam o meio ambiente. O objetivo do jogador é tomar decisões que melhorem a saúde dos habitantes e o ambiente de Honoloko. O jogo é direcionado a jovens e adultos. O jogador pode escolher entre 26 idiomas, inclusive uma versão em português.
 
Para as crianças:
 
Eco Kids – Site feito sob medida para a criançada. Propõe-se a transmitir aos pequenos, por meio de jogos e entretenimento, conhecimentos básicos sobre cidadania e meio ambiente. O público-alvo são crianças entre 4 e 7 anos. Site em português.
 
Ecoagents – Special Units: Os jogadores podem se tornar Ecoagentes, da Agência Européia do Ambiente (AEA), encarregada de recolher informações sobre o ambiente em toda a Europa. Como ecoagentes podem ajudar a proteger o meio ambiente e os recursos naturais. O público-alvo são jovens e crianças de 7 a 14 anos, mas o site está em inglês.

 

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