18/05/2011

Informação faz a diferença

Ler e Pensar – Trabalho em escola de Paranaguá comprova como a conscientização através do jornal pode mobilizar muitos em ação coletiva para o bem

 
A professora Rosi da Luz Bandeira, da Escola Municipal Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, em Campina Grande do Sul, já tem o costume de trabalhar com a Gazeta do Povo em sala de aula. Com sua turma de 4º ano, ela está sempre de olho no jornal, e quando publicam um tema pertinente aos conteúdos escolares, ou mesmo uma notícia que chame sua atenção, ela não perde tempo e inicia uma nova ação.
 
No último mês de março, quando ocorreram fortes chuvas no litoral paranaense, Rosi resolveu trazer o assunto para seus alunos. Ela iniciou o trabalho perguntando quem havia assistido aos noticiários sobre as enchentes nas cidades de Morretes, Antonina e Paranaguá. Em seguida, apresentou o mapa político do Estado do Paraná para mostrar como essas cidades estão perto da localidade da escola – do outro lado da Serra do Mar. Para complementar esse estudo, trouxe a edição da Gazeta do dia 14 de março, onde havia uma reportagem completa sobre o assunto. Assim, os alunos puderam observar em sala sobre os problemas mais graves como deslizamentos de barrancos que soterraram casas.
 
Conscientização
 
A professora traçou um paralelo dessa situação com a localidade onde está instalada a escola municipal. É uma região rodeada de montanhas, e cuja vegetação nativa já foi destruída pelas queimadas, feitas pelos próprios moradores. Em seguida, foi feito um passeio com os alunos e foram tiradas algumas fotos da região, para uma melhor visualização e compreensão das causas de possíveis tragédias.
 
Rosi, então, desenvolveu algumas atividades escritas, para dar sequencia ao aprendizado textual e avaliar o conhecimento e participação de seus alunos. Através dessas atividades, a turma continuou a demonstrar preocupação com as vítimas que perderam tudo o que tinham por causa das chuvas.
 
Desafio
 
O seguinte desafio foi então lançado: de que maneira a turma poderia ajudar algumas dessas pessoas que foram vítimas das enchentes no litoral paranaense? Rosi ouviu as sugestões dos alunos e propôs para que fosse feita uma campanha de arrecadamento de roupas, agasalhos, calçados e alimentos, para enviar às vítimas da enchente.
 
Então, a educadora organizou, junto com os alunos, cartazes pedindo doações e colocou-os em locais públicos de fácil acesso (posto de saúde, mercadinho, posto de gasolina), para que as outras pessoas tivessem conhecimento da ação. A diretora da escola, Dilvete do Rocio Simioni, mobilizou toda a escola, para que as outras turmas e os funcionários também participassem da campanha. Até os moradores da localidade ajudaram: muitos deles, mesmo sem grandes recursos, tiveram papel importante na conscientização.
 
Fazendo o bem       
 
Ao final, escola funcionou como ponto de coleta. No total, foram arrecadados uma quantidade grande de material que foi transportado para o litoral através de uma caminhoneta cedida pela Copel. Depois de todas as atividades, os alunos do 4º ano produziram muitos textos, contando o que aprenderam com esse projeto. Através desses trabalhos, pode-se observar como o projeto despertou valores de união e solidariedade, pois os estudantes se sentiram capazes de ajudar e de fazer a diferença.
 

 

 * Esta notícia foi publicada na edição nº 158 do Boletim de Leitura Orientada (BOLO), jornal quinzenal com sugestões para o uso pedagógico do jornal, direcionado aos professores participantes do projeto Ler e Pensar.

 

 

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e Política de cookies , ao continuar navegando, você concorda com estas condições.