10/09/2010

Educomunicação é debatida entre os professores do Ler e Pensar

Professores da Secretaria Municipal de Educação de Curitiba participam hoje de formação em Educomunicação oferecida em parceria com o Instituto RPC.

 
A Secretaria Municipal de Educação (SME) de Curitiba reuniu na manhã deste dia 10, os professores envolvidos nos projetos Ler e Pensar, da Gazeta do Povo, e Extra-Extra, da própria SME, para discutir a relação entre a comunicação e a educação. Na reflexão, os professores conheceram diversos conceitos sobre educomunicação, de forma a se aperfeiçoarem profissional e academicamente.
 
As discussões foram conduzidas com maestria por Iris Yae Tomita, professora da UNICENTRO, de Guarapuava. Ela é doutoranda em educomunicação pela UFPR e falou da presença incontestável das mídias na vida da sociedade, inclusive no processo educacional. “Hoje, enquanto os adultos estão procurando o manual de instruções de um aparelho, as crianças já colocaram o aparelho para funcionar”, disse. Com isso, segundo ela, as crianças acabam sendo educadas pela própria mídia, um meio que originalmente não foi criado para este fim.
 
A palestra
 
Depois de conhecer as motivações dos participantes, Iris fez uma retomada histórica acerca do processo de aprendizagem. Com isso, mostrou as transformações pelas quais passou a sociedade e como elas afetaram o processo de construção do conhecimento.
 
Ao falar sobre os princípios da educomunicação, a palestrante lembrou que na atualidade o aluno é tratado de igual para igual pelos professores, e que com a presença das mídias na sala de aula se privilegia sua participação. “Na cultura atual, há um esforço por valorizar a voz do aluno”, afirmou. Porém, ainda há certa aversão diante da tecnologia, da presença da mídia nos espaços de educação: “Quando surge algo novo e não se sabe como trabalhar com ele, a tendência é repudiar”, lamenta Iris.
 
A interface entre educação e comunicação é complexa e falar sobre isso não é fácil. Este é um discurso que faz pensar nas transformações que ocorrem a todo o momento. E porque a escola também se transforma, não pode desconsiderar as novas formas de comunicar. Afinal, é um ambiente de libertação e para libertar, criar autonomia, é preciso se aproximar das diversas formas de comunicação. Diante da diversidade existente entre os alunos e a pluralidade de meios de comunicação, a atuação do professor, portanto, é fundamental. Para Iris, “o papel do professor é heróico, pois trabalha com heterogeneidade, realidades diversas, tem trabalho árduo”.
 
*Crédito da foto: Everton Renaud

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