29/07/2011

Curitiba zera fila dos transplantes de córnea

Grupo Paranaense de Comunicação também contribuiu para melhorar a qualidade de vida de centenas de pessoas

A fila dos transplantes de córneas em Curitiba está zerada. A informação foi divulgada hoje (29) pelo Banco de Olhos do Hospital de Olhos do Paraná. Com isso, centenas de pessoas deixaram de aguardar, em média, seis e oito meses para conseguirem uma córnea. Estimativas apontam que, em todo o país, cerca de 26 mil pessoas aguardam pelo transplante.
 
O zeramento das filas na capital paranaense foi resultado de uma série de medidas propostas ao governo estadual, a partir de reuniões e audiência pública em conjunto com os bancos de olhos de todo o estado. Entre os resultados das reivindicações, a Central de Transplantes deixou de limitar a idade do potencial doador (resolução apenas vigente no Paraná), investiu em campanhas educativas e adotou outros mecanismos facilitadores desde a captação até a realização do transplante.
 
A expectativa é a de que o mesmo cenário se repita em todo o Paraná. Para isso, uma audiência está agendada para o dia 3 de agosto, quando serão definidas as novas estratégias para a campanha de conscientização encabeçada pelos bancos de olhos de todo o estado.
 
Dificuldades
Dados da Central de Transplantes comprovam que o Paraná apresentava dificuldades para aumentar o número de transplantes de córneas. Em 2008 foram realizados 1 mil desses procedimentos; em 2009 o número baixou para 947; e em 2010 para 832. O número de captações de córnea no período também diminuiu, contribuindo para elevar ainda mais a espera pelo transplante.
 
Os dados parciais de 2011 são otimistas. Até o começo de julho, quando o governo começou a tomar as medidas propostas pelos bancos de olhos, o número de transplantes de córneas no estado aumentou em mais de 20% – índice histórico desde a criação da Central de Transplantes, em 1995.
 
Desafios e parcerias
Para acabar de vez com o problema das filas, representantes dos bancos de olhos acreditam que outros importantes desafios devem ser vencidos. A conscientização dos familiares do potencial doador é um deles. A recusa dos familiares em consentir com a doação ainda é elevada, por desinformação, que gera preconceito.
 
Para isso, as campanhas de orientação são muito importantes. Além de parcerias com empresas e órgãos públicos, o Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) também endossou a iniciativa. Por meio do projeto Mídia Gratuita, realizado pelo Instituto GRPCOM, a campanha “Deixe mais do que saudades” foi veiculada na programação da RPCTV entre os dias 11 e 25 de maio. Anúncios (veja abaixo) também foram publicados gratuitamente no Jornal Gazeta do Povo e reportagens sobre o tema também foram divulgadas nos diversos veículos do Grupo.
 

 

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