05/04/2011

Cooperativas podem ser alternativas para catadores

Com o fim dos lixões, previsto para 2014, catadores buscam maneiras de serem incluídos em novo modelo de coleta de lixo

Os cerca de 1 milhão de brasileiros que vivem da coleta de materiais recicláveis estão preocupados com o destino do lixo no país, que deve ter seus lixões extintos até 2014, segundo Lei de Resíduos Sólidos aprovada no ano passado. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, mais de 60% das cidades não possuem aterros sanitários e apenas 900 municípios, dos mais de 5 mil, possuem algum tipo de coleta seletiva.
 
Com o fim dos aterros, onde os catadores garimpam o material reciclável em meio aos resíduos trazidos pelos caminhões, as cooperativas tornam-se uma oportunidade para esses trabalhadores que podem coletar material com mais valor e sem risco de contaminação. Apenas 35 mil catadores estão organizados em cooperativa, enquanto o governo estima que em 2007 existiam no Brasil entre 800 mil e 1 milhão de catadores – número que demonstra o quanto o mercado pode ampliar.
 
Esse crescimento é facilitado pela Lei de Saneamento, que é anterior à Lei de Resíduos Sólidos e permite que as prefeituras contratem cooperativas de catadores sem licitação. Para que isso aconteça, as cooperativas precisam se legalizar e constituir um fundo de apoio e capacitação para os catadores.
 
Clique aqui e confira a situação dos lixões e catadores no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo na reportagem do portal G1.
 
 
 
 
 
 
 
 

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e Política de cookies , ao continuar navegando, você concorda com estas condições.