30/08/2010

Condição de cidade portuária não traz benefícios sociais à Paranaguá

Pelo contrário. A cidade mais antiga do estado do Paraná mantém relações perigosas com sua maior fonte de prosperidade.

 
Poucos conseguem desvincular a cidade de Paranaguá de seu porto. Apesar da vocação portuária, que emprega 11 mil dos 140 mil habitantes do município, isso não se reflete em benefícios à população. Prefeitura e administração do porto têm pendências fiscais a resolver e, além de não colaborar com a comunidade, o porto também acaba por causar questões ambientais à região – não tem cumprido suas obrigações junto ao IBAMA.
 
Parte da explicação para a situação está na falta de diálogo entre prefeitura e porto. Historicamente, problemas simples como um buraco na rua demoram a ser solucionados em razão da discussão sobre quem é o responsável. Há ainda a questão da exploração sexual, comum em cidades portuárias: o índice de portadores do vírus da AIDS é 6 vezes maior do que a média nacional. Para completar, diferente do porto de Santos, onde há um Instituto voltado a projetos sociais, em Paranaguá a falta de incentivo do por­­to e do empresariado local ini­­bem a disseminação de trabalhos sociais.
 
Sobre essa situação, a reportagem de Vinicius Boreki, publicada no jornal Gazeta do Povo, tem mais informações. Clique aqui para acessar o texto na íntegra.
 
*Crédito da Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo

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