Como educar crianças e adolescentes saudáveis em um mundo saturado de telas Instituto GRPCOM

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Como educar crianças e adolescentes saudáveis em um mundo saturado de telas

A cidadania digital tornou-se tão fundamental quanto saber ler e escrever. Com a presença dos smartphones e o avanço da Inteligência Artificial, famílias e professores convivem com o desafio de orientar crianças e adolescentes em um ambiente digital repleto de possibilidades, mas também de riscos relacionados ao uso excessivo e à desinformação.

Com base nas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria e nas contribuições do pesquisador Dr. Michael Rich, da Universidade de Harvard, reunimos diretrizes práticas que apoiam o desenvolvimento saudável no ambiente online.

Não proíba totalmente o uso de telas

A proibição total e regras rígidas tendem a gerar revolta e curiosidade excessiva, deixando a criança e o adolescente despreparado para quando tiver acesso à tecnologia. A alternativa é a técnica MOM:

  • Modelar: Dê o exemplo. Não leve o celular para a mesa se espera que sua família faça o mesmo.+1
  • Orientar: Ensine quais ferramentas são adequadas para cada idade e como ser um bom cidadão digital.
  • Monitorar: Não deixe crianças sozinhas em smartphones trancadas no quarto. Utilize ferramentas de monitoramento para garantir a segurança.

Equilíbrio entre saúde física e emocional

O impacto das telas vai além do tempo de uso. A exposição excessiva pode interferir no sono, na alimentação e na atenção durante a infância e a adolescência. Conversar abertamente sobre o funcionamento dos algoritmos e incentivar a autorregulação do tempo digital ajuda o jovem a desenvolver autonomia e consciência sobre seus hábitos.

O mito do TDAH e as telas

É importante esclarecer: o uso de telas não causa TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade), que é uma condição neurobiológica de nascimento. No entanto, o consumo excessivo pode intensificar comportamentos como ansiedade, impulsividade e dificuldade de concentração. Ao perceber mudanças, vale construir em conjunto momentos de pausa digital e ampliar o envolvimento em atividades presenciais e criativas.

A idade certa para o primeiro smartphone

Mais do que idade cronológica, o momento certo depende do nível de diálogo e confiança entre pais e filhos. Antes de entregar um aparelho, pergunte-se se o jovem está pronto para lidar com riscos como vício em jogos e exposição a conteúdos inadequados.

A Sociedade Brasileira de Pediatria sugere limites claros para o desenvolvimento saudável:

IdadeTempo RecomendadoRecomendação
0 a 2 anosZero Evite totalmente para priorizar a interação real.
2 a 5 anosMáximo 1h/dia Sempre com supervisão e foco educativo.
6 a 10 anos1 a 2 horas/dia Monitore para não “roubar” o tempo de brincar ou dormir.
11+ anos2 a 3 horas/dia Foco no equilíbrio e cuidado com as redes sociais.

Esteja ciente dos riscos a exposição frequente

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o vício em telas como um transtorno nocivo. Os riscos vão desde problemas físicos, como dores na coluna e obesidade, até problemas emocionais, como a nomofobia (medo de ficar sem internet) e queda no desempenho escolar.

A “regra da vovó”

Para uma interação positiva, os jovens precisam entender sua pegada digital e reconhecer que o mundo virtual, cheio de filtros, difere da realidade.

Dica Prática: Utilize a “Regra da Vovó”, nunca poste ou compartilhe algo que você não gostaria que sua avó ou um adulto da família visse.

O papel da escola na cidadania digital

Os professores têm a missão de transformar as mídias em ferramentas educativas, estimulando o senso crítico dos alunos para apurar a veracidade das informações e identificar preconceitos implícitos nos conteúdos.


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